Talvez você também tenha sentido isso nos últimos meses.

O primeiro semestre trouxe mais projetos, novas oportunidades e um mercado que continuou em movimento.

Mas fica uma pergunta:

o maior desafio foi crescer... ou conseguir acompanhar esse crescimento?

Porque todo crescimento acontece em duas frentes.

A primeira aparece nos indicadores: mais demanda, mais clientes, mais resultados.

A segunda acontece dentro da operação: processos precisam evoluir, informações passam a circular mais rápido e a gestão começa a ser testada em um novo nível.

É justamente sobre esse segundo movimento, muitas vezes menos visível, mas tão importante quanto o primeiro, que conversamos nesta edição.

OS PRÓXIMOS MESES VÃO EXIGIR MAIS ESFORÇO… OU UMA FORMA DIFERENTE DE TRABALHAR?

Os melhores times não dependem apenas de heróis

Foto: Google Imagens

Existe um conceito muito utilizado em gestão chamado Single Point of Failure. Na prática, ele acontece quando uma operação passa a depender excessivamente de uma única pessoa para continuar funcionando bem.

No começo, isso costuma até parecer eficiência. Sempre existe alguém que resolve mais rápido, conhece todos os detalhes, centraliza decisões e “salva” o time quando algo aperta.

O problema é que, conforme a operação cresce, esse modelo começa a cobrar um preço. A empresa continua funcionando, mas passa a funcionar em volta das mesmas pessoas. E é aí que surgem os gargalos silenciosos.

Talvez você já tenha percebido esse cenário na prática: decisões que sempre voltam para os mesmos profissionais, informações espalhadas em reuniões ou mensagens isoladas e equipes que perdem velocidade quando alguém não está disponível.

E existe um ponto importante aqui: o problema não é ter pessoas muito boas. Toda empresa precisa delas. O risco começa quando o conhecimento delas não consegue crescer junto com a operação.

Por isso, vale uma reflexão simples:

O conhecimento hoje está circulando pela operação… ou concentrado?

Algumas práticas ajudam a reduzir esse risco no dia a dia:

  • Transformar assuntos recorrentes em referências acessíveis para o time, como checklists, fluxos de validação e bibliotecas internas

  • Registrar não só o que foi decidido, mas também o contexto por trás das decisões

  • Observar quais atividades param completamente quando alguém não está disponível

No fim, operações fortes não são as que dependem de quem resolve tudo.

São as que conseguem continuar funcionando bem mesmo quando o jogo muda.

CETEC em Movimento — Como estamos transformando informação em gestão

Foto: Google Imagens

Conforme uma operação cresce, uma pergunta começa a aparecer com mais frequência:

como garantir que todos estejam olhando para as mesmas prioridades?

Na CETEC, uma das respostas para isso tem sido o uso do Asana como ambiente central de gestão.

Hoje, mais do que uma ferramenta de tarefas, ele concentra o planejamento das equipes, o acompanhamento dos projetos, os planos de ação e os indicadores utilizados por coordenadores, gerências e direção.

Recentemente, demos mais um passo nessa direção com a implantação dos check-ins diários. São reuniões rápidas entre coordenadores, engenheiros líderes e equipes para acompanhar o andamento das atividades, alinhar próximas demandas e antecipar possíveis desvios antes que eles se transformem em problemas maiores.

Outro avanço importante foi a integração entre planejamento e financeiro. Com as etapas faturáveis conectadas ao fluxo dos projetos, o acompanhamento das entregas passou a acontecer de forma muito mais fluida e transparente entre as áreas.

No fim, o aprendizado é simples:

quando a informação está organizada em um único lugar, a gestão deixa de depender de acompanhamento manual e passa a acontecer de forma mais previsível.

💡 Vale uma reflexão:

Hoje, na sua operação, as informações realmente conversam entre si ou cada área ainda precisa montar o quebra-cabeça por conta própria?

O primeiro semestre de 2026 fechou:

o que os números mostram e o que esperar da construção civil

Foto: Pexels

O primeiro trimestre de 2026 confirmou o que já vinha se desenhando:

A construção civil segue crescendo acima da economia como um todo, com alta de 2,9% ante o PIB nacional de 1,1% (IBGE/CBIC).

O emprego acompanhou o ritmo, 154.448 novas vagas formais entre janeiro e maio, elevando o setor a 3,105 milhões de trabalhadores (+3,03% vs. maio/2025). 

A sondagem CNI/CBIC de junho reforça essa melhora gradual, com alta nos indicadores de atividade, novos negócios, emprego e uso da capacidade operacional, ainda que o nível de atividade siga abaixo da linha dos 50 pontos que separa expansão de retração.

Do lado dos custos, porém, o quadro é mais desafiador. O INCC-M fechou junho em 0,85%, acumulando 6,71% em 12 meses — pressão que já havíamos alertado em maio: os conflitos no Oriente Médio elevando o preço de insumos derivados de petróleo. O alerta virou dado e escalou: em julho, com o fim do acordo interino entre EUA e Irã e novos ataques ao Estreito de Ormuz, o petróleo Brent saltou 8%, para US$ 80,15, e o tráfego pela região praticamente parou. Some-se o custo da mão de obra (+8,82% em 12 meses, mais que o dobro da inflação oficial) e fica claro: o principal risco orçamentário de uma obra hoje não está dentro do canteiro.

O setor fecha o semestre crescendo, mas com pouca margem de folga. Para o segundo semestre, as projeções ainda divergem (CBIC: 1,2%; SindusCon-SP/FGV-Ibre: 2,7%), a Selic deve encerrar o ano perto de 12%, e os lançamentos devem manter ritmo, puxados pelo segmento popular. Os riscos seguem os mesmos: trajetória da Selic, inflação de insumos, mudanças no FGTS/MCMV e a instabilidade no Oriente Médio. 

Planejamento e margem de segurança não evitam a instabilidade, mas evitam que ela vire prejuízo.

Eventos para ficar no radar

Foto: Portal Radar

Encerramos o primeiro semestre, mas a agenda do setor não para. Confira o que vem por aí em agosto:

04 a 07/08 — 27ª Construsul — Feira Internacional da Construção (Porto Alegre/RS)

Maior feira de construção da Região Sul e uma das principais da América Latina, reunindo mais de 300 expositores.

11 a 14/08 — Expoconstruir 2026 (Fortaleza/CE)

Acontece em paralelo ao Congresso Brasileiro de Arquitetos, com forte geração de negócios para o setor no Norte e Nordeste.

25 a 27/08 — Concrete Show 2026 (São Paulo/SP)

17ª edição, com mais de 26 mil profissionais esperados e o congresso técnico Construindo Conhecimento em paralelo.

Já deixe essas datas reservadas na sua agenda e comece a se programar!

Ficamos por aqui!

Nos vemos na próxima edição.
Que seus ciclos sejam leves, suas compatibilizações mais claras e seus projetos cada vez mais inteligentes, e que a CETEC Conecta siga te guiando pelos próximos movimentos da engenharia.

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